quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sinto Falta

Eu sinto saudades dos banheiros sem espelhos e da ausência das toalhas, saudades de secar as mãos ao vento. Da maneira engraçada de segurar a porta sem trinco, de gritar com os garotos “chatinhos” e de lavar o rosto sem sabonete. Falta das conversas infantis e cheias de emoção, dos pratos de plástico com macarrão e dos courinhos nos joelhos. Das risadas cheias de barulho, das brincadeiras bobas e sem maldade, das amizades que fiz e que me fizeram. Hoje, sinto falta dos salgadinhos no recreio, da lata de coca que rolava solta no pé, dos doces industrializados da cantina, da fila, da pressa, da alegria. Sinto saudade daquilo que vivi intensamente, sem pressa, sem gana, sem nada. Daquela música que tocava em outra sintonia, em um tom mais leve, mais sereno, mais humano. Desejo de voltar no tempo e conversar sobre “o que eu quero ser quando eu crescer”, de resgatar aquelas tardes de história, de escola. Vontade de observar as formigas fazerem seus trajetos, de jogar papel higiênico molhado no teto, de me perder a olhar o céu. Quero voltar a tomar sorvete com água. Quero encontrar aquela multidão no mesmo lugar, com o mesmo olhar, com o mesmo desejo, com a mesma mochila. Eu sinto saudades daquela falta de padrões. Eu sinto saudade das minhas emoções. Eu sinto saudade daquele mundo mágico, fora de órbita. Sinto saudade daquilo que vivi intensamente, sem pressa, sem gana, sem nada.. Se tivessem me contado como era bom ser criança ... Por Natália Oliveira

2 comentários:

Cláudia disse...

Obrigada ...volte sempre bjs

. disse...

Todas as fases da vida têm suas coisas boas, mas é claro que ser criança é insuperável. rs


Um beijo

Quando as camisetas estiverem na ativa novamente te mostro.