sexta-feira, 31 de julho de 2009

Só por hoje

Depois de tantas palavras ditas, venho provar das minhas. As letras que me pediram, que esperavam, que me clamavam...neste momento estão cheias no prato que hoje eu preciso me servir. Chegou o momento de mergulhar no oceano de conselhos e me entregar às ondas de incentivo. Chegou a minha hora de se reinventar, de tentar de novo, de pescar. O instante de jogar as redes no mar e por cansar de esperar, aprender a nadar, é agora. É este, é o momento.
Não há canoas ou barcos, neste segundo preciso confiar nos meus braços. Não há faróis, nem sinal de lâmpadas, agora quem dita a luz é o brilho dos meus olhos, do fio dos meus sonhos. O amargo está na boca que grita a força, que tenta convencer o corpo de não parar, de não se deixar levar pelo frio presente na espinha. Eu preciso só parar de pensar, para não ter medo de fraquejar. Só tentar engolir o nó na garganta que não me deixa respirar. Eu só preciso não me entregar, não deixar de provar das minhas palavras. Eu só preciso da certeza. Eu só preciso da presença. Eu só preciso saber que nada é para sempre.
Por Natália Oliveira

9 comentários:

Helio Nóbrega disse...

ha, agora achei! bonito blog. parabéns!

Pensamento aqui é Documento disse...

Hélio!

É um prazer, gigante, tê-lo por aqui, minha parte motivação!

Volte sempre!

Um abraço,

sblogonoff café disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sblogonoff café disse...

Ei, moça!
Desconheço o contexto, mas conheço os clichês, mesmo que de poetas singulares na primeira"pessoa":Navegar é preciso.Viver não é preciso.
Enfim, não estou bem certa sobre se é "preciso" ter tanta certeza, mas acredito que é necessário ter convicção.
No final quem mais sofre é sempre quem não sabe o que quer!

As rodas estão por aí se reinventando! Sejamos reivenções!

abraços!

Mulher Vã disse...

Conheço esse desespero, isso de sentir tudo no mesmo tempo e espaço medo e coragem que se fundem. Um tormento de viver e ao mesmo tempo uma alegria por nada e tudo. E essa sensação de eternidade? Não sei explicar.

Metalinguagens me deixam arrepiada! É tão Lispectoriano...

Sensibilidade à flor da pele eim. =)

Um beijo.

Carla P.S. disse...

Mas pelo jeito tu já sabes. E é isso que um escritor faz (mesmo que em blogs ou diários quaisquer): fala o que já sabe, para convencer aos outros, e a si, que, de fato, a vida tem um sentido maior e muita magia.
Um cafezinho, volte sempre.
Te linkarei, adoro semelhantes.

Natália disse...

Acredito que a vida é um eterno "não saber".Mas tem horas que a insegurança bate e derruba todo tipo de certeza. E ainda assim, penso que toda convicção é cega e viver sem enxegar é ruim para "daná".

Por isso se reinventar é tão bom, a mudança deixa um rastro de caminho novo, que não desilude enquanto não chega o fim.

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Ui, é!

Demais de sensível, Vã.

Às vezes penso carregar as sensações nas extremidades.

Mas´é bom saber que você já sentiu. Antes ter tato.

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É isso!

Eu aprendo falando em voz alta, grava melhor. Gruda.

Você está linkada!

=D

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Obrigada por compartilharem doses boas de vida!

Beiiijos

Daniel Savio disse...

Penso que o caso nem seja deixar de pensar, mas seja pensar mais adiante, pois todos nos passamos por momentos de dificuldade, mas uma hora vai chegar o momento da bonança...

Fique com Deus, menina Natália.
Um abraço.

Pensamento aqui é Documento disse...

Mas se virá, Dany, para que pensar?

Não é melhor só esperar?

Beijos