A cada dia que saio sinto que me atrasei. A cada novo lugar me pergunto pq. demorei. A cada esquina desperto para minha escassez. A cada conversa penso nas coisas que falei.
A cada porta fechada uma memória. A cada canto do mundo uma história. A cada segundo um olho que chora. A cada passo uma velha senhora.
E o mundo não para, mesmo que eu grite. Mesmo que a dor se agite. Mesmo que a cada segundo morra alguém de meningite. E quem liga? Que nasça outra Brigite!
E a cada sabor novo, uma sensação diferente. E quem só come sopa, pq. não tem dente? É crime para quem mente? É salvação para inadimplente?
Lave as mãos com água, sabão e detergente. Olha a gripe suína ai gente! Nada de espirrar no rosto do amigo ou do parente. Aproveita e escova o dente!
Se não tem mais fretado, diga adeus ao penteado. É todo mundo apertado. É ombro a ombro, lado a lado.
Coesão? Dispensável para quem tem coração. Para quem come arroz, feijão e mamão. Pros anormais de plantão. É bobeira. Não é rosa nem trepadeira, é macieira. É solteira, sorveteira e marketeira. Não gosto de mexeriqueira.
Destino sem rumo. Obrigada não fumo!
Por Natália Oliveira - Participação especial - Mulher Vã