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domingo, 4 de julho de 2010

Take for me

Aproveitei a luz do quarto e me ajoelhei. Não consegui dizer nada, além do pedido de ajuda num balbucio. Pedia um encontro, meu coração gritava.

Sai de sua presença triste. Realmente triste. Uma vontade boa de chorar apertava meu peito, mas nem as lágrimas me acompanhavam.

Depois de tanto sorriso sincero, meu coração espremeu, desespero veio levemente e de repente se instalou sem dizer por que.

Um desabafo, amigos ao socorro, as lágrimas rolaram grossas. Reaprendi a soluçar. Chorei com todo corpo.

A água inundou tudo, molhou o roxo do vestido. A onda trouxe o profundo e eu entendi: medo de viver do mais autêntico. Medo de usar os dias sem saber se são mesmo para o que tenho feito.

Quando a margem cessou, sequei os olhos ainda marejados e num agradecimento sem palavras senti o que precisava: a falta de certeza, mas a doce presença em qualquer caminhada.

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. João, 14:1 -

Por Natália Oliveira