Ela tem uma beleza frágil que exige cuidado ao olhar. Como uma pedra preciosa, é delicada ao lado de cicatrizes que ajudaram a lapidar o brilho da essência mágica que traz no peito de poucos seios. Os braços são finos, mas suportam sacolas pesadas, filhos pequenos e ônibus lotados.
Os cabelos finos carregam a imagem da primeira boneca, feita de espiga de milho, que ganhava vida em mãos pequenas e roliças. Corriam de um lado para o outro, pés descalços, sujos do jardim de barro da casa simples. Na infância, pais e mães separados, na vida adulta, a melhor referência de família que poderia entregar de graça presente.
É dona de uma olhar de super heróis, identifica qualquer dor camuflada, por mais escondida que esteja, e diante de qualquer segredo necessariamente confidencial, silencia.
E do significado que leva, é uma das mais bonitas personagens, mãe da forma mais bela. À minha em especial, mas deixo meu abraço a todas, por nos darem o privilégio da vida.
Por Natália Oliveira